Compreensão pública da ciência/Educação/Política

Imposturas Científicas: o Caso da Fosfoetanolamina

garrafada-para-engravidar

Medicina não é garrafada! Há registro da droga sendo administrada com extrato de folha de graviola!

Sabe aquela velha conversa sobre não acreditar em alguém só porque esse alguém possui umas credenciais que parecem atribuir autoridade? E aquela outra conversa sobre não aceitar como verdade algo só porque seria legal se fosse verdade? Se você é um pesquisador ou se lê sobre filosofia da ciência, está familiarizado com o assunto, não há grande novidade neste texto para você. Mas não é com esse público que estou interessado em conversar agora. Este texto é direcionado às pessoas que não têm experiência com a ciência ou não têm como hobby ler sobre ciência, mas possuem um interesse honesto no assunto. Para responder aos dois questionamentos iniciais, lanço um outro: porque você acredita que a droga fosfoetanolomina cura “o câncer?” Porque seria legal se curasse? ou porque quem afirma que a droga cura é uma autoridade científica no assunto e merece sua atenção?

Vamos começar com a autoridade. Em primeiro lugar, o argumento da autoridade é uma forma de ludibriar a audiência. Quando não se dispõe de evidências sobre algo, você pode convencer, ainda assim, alguns expectadores ao mencionar coisas como: “Eu sou um pesquisador renomado” ou “Meu trabalho é reconhecido internacionalmente” ou ainda “Sou da instituição X ou Y (neste caso uma instituição de reconhecido prestígio).” Em resumo, o argumento da autoridade (famosa carteirada) é uma péssima forma de convencer e não diz nada sobre o status de verdade de uma afirmação.

Dito isto, alguns ainda devem insistir que é importante distinguir aqueles que falam com propriedade daqueles que falam sem conhecimento de causa. De fato, importa reconhecer quem tem know how para falar sobre certos assuntos. Alguns amigos discordam deste meu ponto de vista, mas mantenho que certos assuntos ainda devem ser território exclusivo para especialistas que se dedicam ao campo em questão. Um exemplo que facilmente me ocorre é o número enorme de “novos teóricos,” os quais vemos todos os dias na internet, convencidos de que têm uma prova de que Einstein, Darwin, etc. estavam errados. Pessoas sem a instrução mínima para debater qualquer assunto científico com profundidade e seriedade. Não se pode pretender discutir sobre mecanismos celulares, por exemplo, sem ler artigos em inglês, pesados, chatos e repletos de métodos experimentais que a população de não cientistas nem sonha que existam.

Verdadeiramente, é preciso ter alguma bagagem para discutir certos assuntos e já que assim é, devemos todos estar habilitados a distinguir uma autoridade científica de uma otoridade. As Universidades, CAPES (agência do governo que avalia os programas de pós-graduação no país) e agências de fomento (fundações que financiam projetos de pesquisa) possuem alguns critérios para avaliar um pesquisador ou grupo de pesquisa. Podemos discordar em alguns pontos e, de fato, o fazemos, mas é preciso reconhecer que os critérios existem, em primeiro lugar. Entre os aspectos avaliados, consta a produtividade do pesquisador nos últimos 3 ou 5 anos. Isto quer dizer o número de artigos publicados por ele em periódicos científicos de alto impacto indexados em bases de dados estrangeiras. Naturalmente, fazemos críticas a esse modelo. A mais óbvia é sobre a quantidade em detrimento da qualidade. É preciso, entretanto, reconhecer que dados não publicados não passam de especulações. Se alguém é pesquisador numa determinada área do conhecimento, este alguém precisa dar publicidade aos seus achados. Mesmo porque o processo de publicação envolve a avaliação por pares. Por pares quero dizer pesquisadores não envolvidos com a pesquisa, mas que tem expertise na área. Devemos concordar que é, para dizer o mínimo, cômico a situação em que alguém tem dados revolucionários e resolve esconder do mundo! Esta pessoa não existe para o mundo. Com isso, quero dizer simplesmente que, sim, publicar é importante para pesquisadores.

Isto posto, vejamos alguns passos para saber se o pesquisador merece sua atenção quando se manifesta sobre um assunto ou outro. A primeira coisa a se fazer é dar uma boa olhada nos currículos dos pesquisadores (digite o nome aqui). O primeiro campo a se avaliar é a formação acadêmica do pesquisador em questão. Ele possui mestrado, doutorado e pós-doutorado? Se sim, passou no primeiro teste, caso contrário, ou ainda está em formação ou não é um pesquisador pleno. No Brasil, você nem mesmo pode concorrer a editais de financiamento de projetos de pesquisa se não tiver o título de doutor. O próximo passo é avaliar se ele tem publicações importantes na área. Infortunadamente, este é um aspecto mais complicado de se avaliar por quem não está envolvido diretamente no processo de publicação. Com a devida ressalva de que isso não é uma receita de bolo, de maneira pragmática, você pode avaliar se o pesquisador tem artigos publicados em revistas de alto fator de impacto (IF) (Saiba como é calculado o IF). Basicamente, quanto mais alto o fator de impacto, maior o número de citações que aquela revista recebe e, portanto, mais lida ela é. Na área de ciências biológicas, aqui incluo medicina, biquímica e tudo o que envolva coisas vivas, há algumas revistas que são referência em pesquisa de excelência. Alguns exemplos são as revistas Cell, PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences), Science, Nature, The Lancet, Annual Review of Immunology, The New England Journal of Medicine e The Journal of the American Medical Association. Essas são as revistas dos sonhos de quase todo pesquisador. Se seu professor publicou artigos em uma dessas revistas, o trabalho dele é indiscutivelmente reconhecido internacionalmente, o que não implica no pleno acordo com as ideias contidas ali, mas que ele é importante não há dúvidas. Ok, como faço para ter esta informação no currículo do pesquisador? É bem simples, você vai até a sessão intitulada “artigos completos publicados em periódicos” e posiciona o cursor do mouse em cima de cada ícone vermelho chamado JCR, do inglês Journal Citation Reports. Ao posicionar o cursor do mouse no JCR você verá um balão com as informações do nome da revista, ISSN e fator de impacto. O valor do fator de impacto pode variar de zero até o infinito e além. Como faço então para saber se o valor é alto ou baixo? De modo geral, revistas com fator de impacto abaixo de 3 são consideradas de baixa prospecção. Alguns pesquisadores que querem mostrar produtividade publicam qualquer resultado em revistas de baixo IF, tal como 0.9 ou menor. A esse respeito, vale a velha máxima que diz “menos é mais!” É preferível ter menos publicações em boas revistas a ter muitas publicações em revistas menos conceituadas.

A média das boas revistas é algo em torno de 3 e consideramos revistas de excelência (aquelas em que desejamos publicar nossos trabalhos) aquelas com IF acima de 3. Assim, espera-se que o pesquisador tenha no currículo a maioria das publicações em revistas com IF a partir de 3. As revistas que são objeto de desejo quase inalcançável para muitos grupos de pesquisa são como a The Lancet ou Nature, com fatores de impacto de 42 e 41, respectivamente (isto é absurdamente alto). Este é um critério simples e rápido para se identificar uma autoridade de verdade. Guarde esta informação!

Além das publicações do pesquisador, um outro aspecto que você pode avaliar para saber se ele é reconhecido, é o número de entradas que o nome dele chama na base de dados PubMed. Você digita o nome completo do pesquisador e abre algum dos artigos publicados por ele. Como resultado, a página irá retornar o resumo do artigo com o título e o nome de cada autor. Você deve clicar novamente sobre o nome do pesquisador e voilá, outra página se abrirá com todos os artigos indexados que o pesquisador já publicou em revistas da área de ciências biológicas/biomédicas. A informação que você quer aparece no inicio da página em inglês como “Items: 1 to 20 of 30,” por exemplo. Isto significa que a página está exibindo 20 artigos dos 30 indexados. Guarde esta outra informação!

Agora que você está devidamente instrumentado para fazer uma avaliação da autoridade reivindicada pelo pesquisador que usar da velha carteirada, podemos fazer a avaliação correta do caso fosfoetanolamina. Em todas as matérias on-line sobre o caso é evidente o argumento da autoridade nos comentários sobre os pesquisadores envolvidos. As pessoas que comentam, com uma frequência muito alta, recorrem a argumentos como: “Um é pesquisador reconhecido internacionalmente,” “outro é médico pesquisador,” “as instituições envolvidas são reconhecidas,” etc.

Qualquer um que fizer a avaliação sugerida aqui percebe que além de, nem de longe, os pesquisadores envolvidos no estudo serem referência em pesquisa sobre câncer, nenhum é referência em muita coisa. No que diz respeito ao médico envolvido, o Renato Meneguelo, este não é pesquisador de fato. Por alguma razão ele não terminou o doutorado e numa audiência pública no Senado, o próprio médico mencionou que resolveu rebaixar o doutorado para mestrado afim de incluir dados de estudos clínicos. Esta é uma explicação, digamos, estranha para não ter terminado o doutorado. Para ser honesto, não creio mesmo que isso seja possível. Além do mais, embora seja oncologista clínico, ele não tem histórico de pesquisa com câncer ou com qualquer outra área. Aparentemente, tem apenas três artigos publicados. Sobre isso, muitas pessoas escreveram comentários pondo em cheque a expertise do médico, também oncologista, Carlos Gil Moreira Ferreira por conta da declaração polêmica de que não investiria R$ 100 mil na pesquisa com o composto fosfoetanolamina. Se fizermos a mesma avaliação de currículo com o Dr. Carlos G. M. Ferreira, é fácil perceber que ele tem sólida formação acadêmica na área de oncologia, com residência em oncologia e doutorado em oncologia experimental pela universidade de Amsterdam. Além da formação, é notável o número de publicações em revistas de alto impacto, incluindo um Lancet Oncology (IF 24) e diversas outras publicações com IF maior que 5. Realmente, nada mau! Ressalto que não é sensato acreditar em alguém só porque é autoridade. Assim, minha sugestão de avaliação serve apenas para aqueles indivíduos que não estão familiarizados com o jargão acadêmico e precisam se defender dos argumentos de autoridade, das carteiradas.

Façamos a avaliação do professor aposentado pelo Instituto de Química da USP-São Carlos, Gilberto Orivaldo Chierice. O Professor Chierice é químico de formação e tem doutorado em química pela USP. O jornal de maior IF em que publicou é o British Journal of Cancer com IF de 4.836 (uma boa revista), mais 3 artigos em revistas com IF médio de 3.449 e os demais caem para 2. Conta com 6 publicações sobre a fosfoetanolamina e em apenas uma ele é o pesquisador principal. O que quero dizer com isso? Primeiro, tenha em mente que pesquisa não se faz sozinho, por isso é tão raro você encontrar artigos com apenas um ou dois autores. Muitas pessoas contribuem fazendo experimentos, analisando dados, ajudando a escrever, etc. e, por isso, merecem estar entre os autores do trabalho. Entretanto, quando olhamos para um artigo, identificamos duas figuras de imediato: o líder do grupo, por convenção, o último autor e quem fez a maior parte do trabalho experimental, na bancada, o primeiro autor. Isso mesmo, o último autor é normalmente o mais importante e o primeiro é normalmente um aluno de pós-graduação! Curiosamente, em nenhum dos estudos publicados sobre a fosfoetanolamina o médico Renato Meneguelo é primeiro autor e em apenas um o Professor Chierice é último autor e são eles quem tem causado toda essa comoção.

É uma história, para dizer o mínimo, estranha. Faltam peças no tabuleiro! As figuras realmente importantes nessa história toda são pesquisadores realmente bons. O nome que aparece como último autor em quase todos os artigos sobre a fosfoetanolamina é o do professor Durvanei Augusto Maria, quem foi membro avaliador da banca de mestrado do médico Renato Meneguelo. Ele é o pesquisador que realmente coordenou os estudos sérios sobre o composto e o primeiro autor de todos os trabalhos é o Dr. Adilson Kleber Ferreira. O professor Durvanei mostrou os resultados das suas publicações durante a audiência pública no Senado, mas não sem deixar claro que diverge do professor Chierice em alguns aspectos. O que facilmente observamos é que enquanto o Dr. Adilson Ferreira não se manifestou sobre o caso, até o momento, o professor Durvanei fez uma apresentação lúcida e comedida deixando claro que seu interesse é em compreender mecanismos para que, no futuro, se ficar demonstrado que o composto não tem efeitos indesejados e possui eficácia em humanos, este composto possa ser usado para tratar pacientes. Esta postura é bem diferente de gritar aos quatro ventos que tem uma droga que cura todos os tipos de câncer e querer distribuir arbitrariamente para pacientes passando por cima de legislações e agências reguladoras.

Então isso quer dizer que o professor Chierice não é importante nessa história toda? A resposta é um categórico sim! O professor aposentado possui apenas 15 entradas no PubMed. O que isso significa? Bom, para ser sucinto, quer dizer que ele é equivalente a um pesquisador que acaba de iniciar a carreira acadêmica e ele já está aposentado! A maioria das 15 entradas não tem relação com estudos sobre câncer. Está claro que nenhuma autoridade científica, exceto o professor Durvanei, se manifestou até o momento em defesa dessa substância milagrosa. O professor Chierice lançou uma provocação ao atual reitor da USP, professor Marco Antonio Zago, declarando que antes de questionar a fosfoetanolamina ele deveria experimentar o composto. Esse tipo de bobagem, levou muita gente a, novamente, questionar o conhecimento do professor Zago para defender a “autoridade” do professor Chierice. Essa foi, sem dúvida, uma das grandes aberrações nesse caso! O professor Zago tem formação médica com residência, mestrado e doutorado em clínica médica pela USP e pós-doutorado pela universidade de Oxford. Além de contar com 208 entradas no PubMed, o professor Zago é especialista em genética médica e biologia molecular do câncer, o que é demonstrado pelo vasto repertório de artigos publicados sobre o assunto. Tem ainda duas publicações no jornal The Lancet e uma na revista Nature.

O professor Zago, na posição de reitor da USP, foi acionado judicialmente para distribuir a fosfoetanolamina para os pacientes que já a recebiam.1 Aliado à questão judicial, o reitor recebeu pressão do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP para intervir no caso. O DCE iniciou uma petição,2 dirigida ao Reitor, pedindo que ele inclua na pesquisa da fosfoetanolamina os testes da ANVISA para o registro do medicamento. A primeira aberração grave foi a intervenção judicial completamente equivocada e sem conhecimento de causa. Tal como o juiz, estes estudantes parecem não compreender a função de um reitor. Um reitor não decide o que os grupos de pesquisa devem pesquisar. Existe autonomia, pelo menos sobre isso, no Brasil. O reitor não tem qualquer poder sobre esse assunto, a menos que ele próprio resolva pesquisar o composto. Sobre esta aberração, a assessoria de imprensa da USP divulgou nota (leia aqui) que resumidamente informa: 1. Essa substância não é remédio; 2. Além disso, não foi respeitada a exigência de que a entrega de medicamentos deve ser sempre feita de acordo com prescrição assinada por médico em pleno gozo de licença para a prática da medicina; e 3. A USP não é uma indústria química ou farmacêutica.

Agora observe que muitas pessoas preferem acreditar no aposentado sem experiência em pesquisa na área de câncer do que em alguém como o reitor da USP, que, por sinal, possui mais de 40 anos de pesquisa no currículo SÓ com genética molecular de câncer! Por quê? Nos momentos de comoção a razão é realmente deixada de lado.

Observe ainda que a Academia Brasileira de Ciências divulgou nota (Leia a nota aqui) de preocupação sobre a maneira irresponsável como o caso vem sendo tratado. Nesta nota a Academia explica a rota de validação de uma nova medicação para que ela possa ser vendida e usada para tratar pacientes. Mesmo o Instituto de Química de São Carlos, onde o professor aposentado ministrava suas aulas, emitiu nota (Leia a nota aqui) sobre o assunto explicando que: 1. A substância fosfoetanolamina foi estudada de forma independente pelo Professor Gilberto Orivaldo Chierice; 2. Chegou ao conhecimento do Instituto de Química de São Carlos que algumas pessoas tiveram acesso à fosfoetanolamina produzida pelo citado docente (e por ele doada, em ato oriundo de decisão pessoal) e a utilizaram para fins medicamentosos; 3. Desde a edição da citada Portaria, o Grupo de Química Analítica e Tecnologia de Polímeros, do qual o professor Chierice fazia parte, não apresentou as licenças e registros que permitam a produção da fosfoetanolamina para fins medicamentosos. Sendo assim, a distribuição dessa substância fere a legislação federal; 4. Cabe ressaltar que o Instituto de Química de São Carlos não dispõe de dados sobre a eficácia da fosfoetanolamina no tratamento dos diferentes tipos de câncer em seres humanos; e por fim que 5. O Instituto de Química de São Carlos lamenta quaisquer inconvenientes causados às pessoas que pretendiam fazer uso da fosfoetanolamina com finalidade medicamentosa. Porém o Instituto de Química de São Carlos não pode se abster do cumprimento da legislação brasileira e de cuidar para que os frutos das pesquisas aqui realizadas cheguem à sociedade na forma de produtos comprovadamente seguros e eficazes. Em síntese, as instituições científicas que mais tem propriedade para falar a respeito do assunto já se manifestaram e muitos indivíduos ainda optam por ignorar o ponto de vista dos especialistas e instituições e apoiar o discurso de dois indivíduos sem muita experiência no assunto, provavelmente porque o discurso agrada mais e não porque é verdade. Isso é muito triste para ciência, em qualquer lugar da Terra.

Uma lição que, aparentemente, não foi aprendida pelo médico Renato Meneguelo, mas que todo médico que se preze conhece bem é a história do médico James Lind, que em 1753 realizou o primeiro ensaio clínico controlado para o tratamento do escorbuto. Naqueles tempos a taxa de mortalidade por escorbuto nas longas viagens em alto-mar eram enormes. Lind então dividiu a tripulação de uma embarcação em 4 grupos: tratados com vinagre (conduta comum na época), azeite, água do mar (como um inteligente placebo) ou suco de lima. Naturalmente, o que ele descobriu foi que aqueles que receberam o tratamento com suco de lima se curaram do escorbuto, enquanto todos os outros não. Há mais de 260 anos ficou demonstrado aquilo que permanece como a conduta padrão para o tratamento do escorbuto até hoje. Este estudo de Lind pode ser considerado o primeiro trial clínico na história da medicina e foi feito há mais de 260 anos. No começo dessa história toda o professor Chierice e o médico Meneguelo diziam que tudo estava demonstrado, provado, registrado e publicado. Hoje está claro que só existe evidência dos efeitos do composto sobre modelos experimentais limitados, como culturas celulares e camundongos de laboratório. Absolutamente nada que autorize o uso do composto para tratar pacientes. De fato, há várias aberrações éticas nessa história toda. Salta os olhos que o Conselho Federal de Medicina não tenha se manifestado a respeito do fato declarado em audiência pública no Senado pelo médico Renato Meneguelo que fez uso da substância para tratar pacientes. O Conselho Federal de Farmácia prestou esclarecimento sobre o assunto, alertando para os riscos do uso da substância (Leia a nota aqui). Outra declaração que espanta é a do ex-aluno do professor Chierice, Otaviano Mendonça Ribeiro Filho durante audiência pública no Senado. Químico de formação, o Dr Otaviano Filho relatou que transportava o composto de São Carlos até Uberaba, onde lecionava na Universidade de Uberaba. Lá o professor relata que, nas suas palavras, passou o composto para tratar a mãe de uma médica e que, naturalmente, a médica em sua sensatez quiz enforca-lo! Se a tentativa foi fazer uma piada, ela foi de extremo mau gosto e causa espanto que a droga já fosse distribuída para pacientes antes mesmo de saírem as publicações em modelos de camundongo ou cultura celular. A distribuição da droga era e continua sendo irresponsável.

Considerando todos os erros na condução do caso fosfoetanolamina, o médico oncologista Paulo Marcelo Gehm Hoff, diretor do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, alertou que “Sem nenhum estudo em humanos, a droga foi e está sendo usada para qualquer tipo de câncer, em qualquer estágio. É injusto com a droga, porque mesmo que ela tenha alguma eficácia, não vai funcionar para todo mundo, é injusto com os pacientes, porque está se dando a eles e aos seus familiares uma esperança sem nenhum embasamento técnico. E é ruim para o País como um todo porque enfraquece a estrutura de vigilância sanitária e desmoraliza a ciência médica nacional” (Leia a entrevista aqui). Neste mesmo sentido, o médico Drauzio Varella deu uma declaração em vídeo (veja o vídeo aqui) explicando de maneira simples o porque esta ou qualquer outra droga não pode curar todos os casos de câncer, nem mesmo existe uma doença chamada “o câncer.”

Façamos uma pausa para explicar a razão das aspas no termo “o câncer.” Aquilo que chamamos de câncer na clínica é a manifestação da proliferação descontrolada de grupos de células num organismo. Não é possível dizer que há uma única causa para esse evento. Há um sem número de mutações que estão associadas ao aparecimento de células tumorais, o que chamamos transformação maligna. Há grupos de pesquisa no mundo inteiro engajados em entender como as células do nosso corpo mantém essas características malignas e porque nosso sistema imunológico nem sempre consegue eliminar essas células. Portanto, não cabe o argumento do tipo “pelo menos nós estamos fazendo alguma coisa.” Grupos de pesquisa no mundo inteiro estão fazendo alguma coisa e da maneira correta. De fato, a pesquisa com células tumorais ou com câncer é uma das áreas de prioridade que mais recebe investimentos no mundo inteiro e, sim, isso inclui o Brasil.

Agora, pergunte-se novamente se o seu critério para avaliar a verdade é o selo da autoridade. Se for esse o seu critério, é bom se certificar de que suas referências são mesmo boas e não fraudes que se auto-intitulam pesquisadores renomados, que ninguém conhece ou cita! Agora, se o seu critério para atribuir o status de verdade a uma asserção é o quanto aquilo lhe parece bom, então não há muito o que se possa fazer a esse respeito. Você se comprometeu com uma falha de raciocínio. A verdade nem sempre é boa! A natureza é o que é, indiferente às nossas aflições. Toda essa discussão é mais do que suficiente para mostrar quem está tratando o assunto com seriedade e quem está agindo como os atenienses na guerra dos 300 de Esparta! Agora que não queremos mais falar de autoridade, já que não é mais conveniente, vamos falar do outro lado, essa coisa de “Seria bom se fosse verdade.”

Há um imenso psicologismo nessa história da fosfoetanolamina (entenda rapidamente o que é o psicologismo). Coisas como “escutem com o coração e reflitam com a alma,” “quero salvar as pessoas,” ou “eu não quero que vocês entendam a minha dor, eu não tenho câncer. Eu quero que vocês entendam a dor de quem tem câncer” ou ainda “você só saberá quando acontecer com alguém muito próximo de você” nem mesmo são argumentos. Não é porque um parente muito querido meu ou seu tem câncer que mágicas irão acontecer ou que as regras da ciência irão mudar. É preciso entender que há um corpo denso de conhecimento sobre o assunto, o qual é difícil de entender mesmo para especialistas. Embora não seja muito efetivo mencionar isso, vale a pena repetir: Não existe essa tal conspiração da indústria farmacêutica para esconder a cura “do câncer” ou qualquer outra doença! Diferente do que o professor Chierice supõe parecer, compreender o metabolismo das células tumorais está longe de ser trivial.

Por conta de toda essa insanidade, o Governo Federal irá gastar R$ 10 milhões para financiar as pesquisa clínicas apropriadas com esse composto. O posicionamento do oncologista Carlos Ferreira sobre o assunto causou polêmica entre os apoiadores da distribuição da fosfoetanolamina. O médico mencionou que não gastaria R$ 100 mil nessa pesquisa (leia a entrevista aqui). Segundo ele “A pesquisa biomédica do Brasil que depende hoje de dinheiro do governo vive um momento difícil. Agências federais estão sem dinheiro, as agências estaduais diminuíram os seus orçamentos. Esses R$ 10 milhões serão retirados de algum lugar.” O Professor Álvaro Nagib Atallah, explicando como a medicina baseada em evidências é importante, alertou “Hoje, com os custos da medicina, um médico com uma caneta e um receituário pode quebrar o sistema de saúde brasileiro.” Não se faz ciência com base no terror, criando uma indústria do desespero ou com apelos emocionados. É preciso investir com responsabilidade o pouco de dinheiro de que dispomos. Ciência se faz usando a razão, apresentando evidências com base em estudos corretos e éticos.

Obs: As pesquisas realizadas no PubMed e plataforma Lattes são referentes ao dia 23/11/2015.

Outras referências sobre o assunto

Texto no Blog Rainha Vermelha

Declaração do Dr. Drauzio Varella

Declaração do médico Marcio Jachetti Maciel parte 01

Declaração do médico Marcio Jachetti Maciel parte 02

Exposição do Professor Durvanei Augusto Maria no Senado

Exposição do médico Renato Meneguelo no Senado

Exposição do químico Otaviano Mendonça Filho no Senado

Exposição do Professor Gilberto Orivaldo Chierice no Senado

Professor Álvaro Nagib Atallah explica como funciona a medicina baseada em evidências

  1. parte 01
  2. parte 02
  3. parte 03
  4. parte 04
  5. parte 05
  6. parte 06
  7. parte 07

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3 pensamentos sobre “Imposturas Científicas: o Caso da Fosfoetanolamina

  1. Parabéns ao autor do post pelo trabalho de escrever este artigo.
    Acho que devíamos lançar uma campanha para que o ilustre Chiericci fosse indicado ao Prêmio Ignobel de Química, dado o efeito devastador que o seu messianismo desvairado criou, retrocedendo o Brasil a uma discussão do nível do século XVIII.
    Juízes obtusos, jornalista e advogados inescrupulosos, políticos oportunistas e uma legião imensa de zumbis intelectuais não vão deixar o assunto sair tão cedo da mídia.

  2. Para o bem ou para o mal o processo de evolução levou a humanidade ter um cérebro essencialmente Crente.
    Este aspecto é muito bem explorado por oportunistas de diversas origens, indo da exploração da ingenuidade financeira de alguns até o radicalismo que convence jovens a se explodirem em nome de causas inventadas.
    As curas de doenças por métodos não ortodoxos tem origem bíblica, continuarão existindo e não requerem comprovação científica.
    Além da fosfoetalonamina existem diversas outras substâncias e métodos que supostamente “curam cancer”.
    O processo civilizatório tem no método científico seu maior aliado.
    No entanto, mesmo cientistas parecem ter dificuldades em superar Crenças pessoais. Este foi o caso do Premio Nobel de Química e também da Paz- Linus Pauling que deu imensa e incomparável contribuição para a ciência, mas cultivou uma crença infundada nas qualidades da Vitamina C.
    Autores como Michael Shermer-em seu livro: Cérebro e Crença ou The Believing Brain:From Ghosts and Gods to Politics Conspiracies- How we construct Beliefs and Reinforce Them as Truths) tem discutido este assunto.
    Concordo com os comentários do Marcelo, e também dou meus parabéns pelos lúcidos esclarecimentos. No entanto, não será atribuindo adjetivos aos personagens deste teatro que a verdade será valorizada.
    Acredito que o caminho para uma sociedade mais civilizada e com melhores valores, passa pela difusão do Método Científico, de forma não apaixonada, mas intensa e permanente em todos os níveis.

  3. Na idade média se matava em nome de Cristo , no oriente médio se mata em nome de alá, aqui no ocidente se mata em nome da ciência .

    Confirme nas publicações abaixo

    QUIMIOTERAPIA INVASIVAS 98% INEFICIENTE E ASSASSINA
    http://www.icnr.com/articles/ischemotherapyeffective.html
    http://www.australianprescriber.com/magazine/29/1/2/3
    http://doutissima.com.br/2014/01/28/mafia-da-doenca-a-quimioterapia-mata-mais-do-que-o-cancer-denuncia-medico-38414/
    http://fosfoetanolamina.comunidades.net/quimioterapias-nao-invasivas-sodre-neto

    A FARSA DO FALSO TESTE DO IODO-AMIDO E O CARÁTER CRIMINOSO DESTA DIVULGAÇÃO NO RATINHO
    https://www.facebook.com/groups/778027315676416/permalink/1003315199814292/

    “Não deixe eles operarem Sodré! Eles vão matá-lo” gritava e repetia em alto e bom som o terapeuta naturista do outro lado da linha, em 2006, quando o consultava sobre o caso do meu padrasto, de 72 anos, diabético, que tinha câncer no estômago e fora designado á cirurgia.

    Temos muitos caminhos de baixo risco para tentar diminuir, controlar e até extirpar tumores como:

    1. Restrição calórica, embolias, etc
    2. Sistema de Alcalinização e homeostase
    3. Oxigenação, ozonização
    4. Indução a apoptose seletiva de células tumorigênicas por quimioterapias de primeira instância usadas em tratamentos mais modernos (fosfoetanolamina, phitoterapias)
    5. Reparo celular usando terapias promotoras dos sistemas de reparo celular existente no DNA
    6. Psicoterapias como ferramentas importantíssimas no tratamento que hoje são extremamente desprezadas
    7. Transferase que ativa células brancas a atacarem o cancer
    8. sistema de autohemoterapia pegando globolos brancos da pessoa e “avisando” eles que tipo de fator eles devem atacar a partir da verificação do tipo de cancer da pessoa (vacina específica)
    9.eletromagnetismo fazendo a célula tumorigencia absorver nanoparticulas de forma seletiva e depois agitando elas dentro da celula por meio de eletromagnetismo
    10. curcumina associada a photossenssor
    11.etc

    Então se nada funcionar o câncer representar risco de aumento exagerado, (as vezes é melhor nem mexer) que se administre o “vai ou racha” ignorante da

    Quimioterapia de via metabólica agressiva
    Radioterapia
    Cirurgias

    Isso seria óbvio demais né …mas a ciencia não trabalha dentro da lógica e sim dentro de regras …esse legalismo romano idiota é o que mais mata.

    Meu padrasto estava bem, queria viajar…mas infelizmente ele optou pelo sistema convencional que o matou. Um dia antes de morrer ele me chamou pedindo perdão por não ter investigado mais as chances alernativas. Eu sabia que cortar seu estômago e emendar no esôfago , aquilo não iria mesmo terminar bem. O câncer dele estava quieto, era melhor tentar outro rumo menos agressivo, mas a opinião da tradição venceu e o derrubou. O hospital e médicos ganharam muito dinheiro com cirurgia , exames e mais exames ..mas enquanto lucravam o braço dele parecia um queijo mineiro…

    A ciência moderna, mesmo teoricamente negando absolutismos, na prática, acabou por assumir a responsabilidade de filtrar a “verdade”. Mesmo assumindo sua incapacidade de tratar com vias metabólicas de milhares de fármacos, de desvendar milhares de mistérios do sistema imunológico, de ter que chamar de fenômeno milhares de acontecimentos celulares e usar a expressão “acredita-se” nisto e naquilo em livros de biologia molecular da célula, em vez de se posicionar humilde , na prática a ciência se colocou mais e mais arrogante se considerando digna de filtrar e arbitrar , questionando e sendo cética ao extremo com coisas que funcionam, e nesta pretensão andou excluindo, principalmente aqui no ocidente, muitas sabedorias e verdades médicas e terapêuticas, tendo como justificativa a sua incapacidade de se expressar materialisticamente, impondo a facilidade demonstrativa como prioritária e mais confiável, na aferição de recomendações de tratamentos.

    Tal caminho beneficiaria o aumento da dependência científica e médica de hospitais e de milhões de testes e equipamentos, em detrimento de uma visão mais holística da doença e do tratamento do ser humano e demais seres vivos. Também atrasaria a convalidação de estudos psicossomáticos, fitoterapias (pouco mais de 1% das angiospermas foram mapeadas geneticamente e hoje já se sabe que nem devemos chamar mais um gene de gene, mas de algo como entidade , por se comportar de forma tão distinta um mesmo gene), diversas terapias inteligentíssimas alternativas, beneficiando tudo aquilo mais “fácil” ou mais rentável para se demonstrar, e assim excluiria ainda, a medicina empírica e visionaria, substituindo-as por especializações mais “seguras” focadas em ataques específicos a doença, ignorando não raras vezes não somente o conjunto fatorial como os diversos caminhos opcionais de tratamento.

    Se por um lado os muros seguros do método cientifico (MC), asseguram a eficácia de muitas medidas, por outro lado se despreza e se desprezou milhares de recursos que só mais tarde se revelariam fundamentais para a cura e tratamento de diversas doenças e aqui, em especial, do câncer. Esta questão foge a discussão filosófica e epistemológica quando contabilizamos milhões de sofredores nas camas dos hospitais exatamente agora, e reclamam de cada um de nós uma posição que nos obriga, caso sejamos minimamente humanos, a uma reforma urgente no “modus operandi” das regras vigentes do trato com a saúde em geral.

    Sempre fui simpático a chamada medicina natural, pois foi ela que salvou tanto a minha saúde como a saúde de meus filhos, (é claro que fui beneficiado muitas vezes pela medicina convencional também) e um dos assuntos que sempre me dispus a entender é saber distinguir até onde a medicina convencional é mais competente e/ou adequada para resolver casos e até onde a medicina alternativa deve ter prioridade ou complementaridade em tratamentos. Em geral, a medicina alternativa não recebe o apoio acadêmico em seu desenvolvimento, e o que é cientifico está mais indexado ao sistema ligado a remédios fármacos que é a mola mestra financeira das pesquisas cientificas ligadas a tratamentos, e, portanto, tratamentos naturais ficam como meio fora do conceito cientifico tanto no mundo acadêmico (hoje menos devido às pesquisas ligadas a fitoterápicos) e muito mais nas grandes publicações, muitas envolvendo estudos caríssimos de acompanhamento de milhares de pessoas de resultados de tratamentos. Por ser apaixonado por assuntos científicos, desde que fui ajudado, senti como forma de gratidão, estudar como poderia beneficiar os terapeutas, naturopatas, ou médicos naturalistas, médicos ortomoleculares, uma vez que os mesmos são tão desprezados pelo sistema, pelas pessoas submissas ao senso comum e regras rígidas da política de saúde em vigor , pessoas que são controlados pela opinião médica que se diz em termos gerais “científica” e de maior “autoridade” quando o assunto é saúde.

    Mas como poderia uma ciência tão rigorosa, avançada e dirigida por seres tão estudados, ser tão firmemente desafiada por um “reles” terapeuta naturista com o vaticínio “vão matá-lo, não deixa que eles o operem”? Seria parte da ciência uma convenção ideológico mercantilista guiando as opiniões convergentes ao seu interesse a ´ponto de transformar o sistema em uma ideologia assassina? A metodologia cientifica andou desprezando descobertas devido as fases clínicas serem muito caras e de difícil acesso? Existem muitos recursos pra se tratar cancer que não estão sendo usados? Por que? só ficam usando tratamentos de alto risco e em geral, agressivos, como cirurgia, quimio e radio, por que? Será que todas as situações não se recomenda dar oportunidade a outros primeiramente, de baixissimo risco?

    E mais, como poderia um terapeuta acertar tanto e com tanta convicção? Como podem um grupo imenso de “médicos alternativos” serem tão convictos? Tanto neste caso como em milhares de casos que eu mesmo presenciei, pois quando em tratamento, pude entrevistar milhares de pessoas eficientemente ajudadas, e não raras vezes, pessoas desenganadas ou abandonadas ao consumo de diversos remédios sem resultado satisfatório no quadro geral da sua saúde.

    O certo é que como muitos o meu padrasto morreu assim como previra o terapeuta, poderia ter vivido sem tratamento durante alguns anos, estava andando, sorrindo, passeando e querendo fazer uma viagem a Rondônia, convivia com seu câncer com bem menores incômodos . Poderia ter vivido mais, com certeza. Aquele tratamento descabido fora mais violento que seu câncer, pois alem de acelerar sua morte, o torturara no leito hospitalar, reduzindo-o a um estado vegetativo infeccioso, sendo constantemente visitado para retirada de sangue, seu braço inchado não permitia que se acertasssem mais as veias – quatro meses de tortura! Queria que fosse um caso único, mas percebi que isso é “comum” nas alas de oncologia, ademais, se acredita ser o câncer uma doença realmente fatal. No fim das contas quem sempre matou o paciente foi a doença não é mesmo?

    Desde então comecei a investigar não somente este caso (nada isolado)
    e entender o assunto do câncer e os tratamentos que se dão ao mesmo. Infelizmente cheguei a triste percepção, que determinados tipos de câncer só perdem em virulência para tratamentos descabidos, agressivos, do tipo “vai ou racha”, e que milhões de vítimas do câncer são vitimados duplamente por tais tratamentos (isso sem contar a negligência que se faz em relação a tantas pesquisas cientificas indicando a necessidade de implementação de complementariedade nos tratamentos).

    “Apresente uma alternativa então! “, me falaria um dos milhares de médicos argüidos – Fui em busca de saber sobre alternativas nas revista científicas, Internet, em reuniões com terapeutas, estudo de vários casos, palestras e médicos mais abertos a chamada medicina complementar (Dr. José Fellipe Junior) , e descobri que existem muitas alternativas não oficiais que cada vez mais estão presentes e sendo praticadas em grandes centros avançados de estudo do câncer. Descobri médicos e cientistas que possuem uma mente mais aberta aos tratamentos alternativos, descobri porque tratamentos alternativos não ganham da excelência que merecem, sobretudo aqui no ocidente, descobri que não estava só nesta causa que milito, mas tinha o apoio de grandes cientistas, incluindo médicos com doutorado, mestrado, professores universitários, publicações cientificas respeitadas, livros com extensa bibliografia científica, bioquímicos chefes de equipe um dos maiores laboratórios do mundo (Bélieveau) e muito mais!

    O presente livro que estará em breve nas livrarias é resultado destas descobertas, em parte é uma discussão simples, fácil de se praticar, de usar e barata. Em parte é uma discussão profunda, que envolve aspectos epistemológicos, ideológicos e econômicos envolvidos. Mas nada que não possa ser superado e compreendido por pessoas simples, profissionais sérios e líderes políticos que buscam UMA SAÍDA PARA O CÂNCER.

    BOA LEITURA!

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